Desde criança aprendemos que
nossas atitudes são boas ou são más, certas ou erradas,aquilo que temos se
não é bonito, é feio; se não amo algo, significa que o odeio. Crescemos com essa ideia de que há
apenas duas maneiras de se ver algo. Isso se chama “polaridade”.
Porém, há um imenso continente de opiniões entre o bem e o mal, o feio e o belo e um largo oceano de sentimentos entre o ódio e o amor, a
desgraça e a felicidade, mas muitos preferem chamar de muro àquilo que não é polo, por isso dizem que quem fica fora de um
deles está em cima do muro, ou como se diz atualmente no Brasil: “ é o
isentão”.
O isentão é um termo
pejorativo usado para definir alguém que
não se rotula “de direita” e nem “de esquerda”.
Não apoia a corrupção do PT, mas também não é seduzido pelos discursos morais
da família Bolsonaro¹. Ao mesmo tempo, o isentão tem algumas opiniões que são
compatíveis com a “direita” e já outras que estão de acordo com a “ esquerda”. Poderíamos, então, chamá-lo de um sujeito sem
personalidade própria ou de “Maria vai com as outras”? Ao contrário, afinal ele não se sente
obrigado a aceitar ou rejeitar uma opinião apenas por fidelidade a uma ideologia e isso o
torna muito mais capaz de avaliar o que está sendo proposto para o país
Apesar do termo "isentão" representar o que eu disse no parágrafo anterior, os "engajados" o usam para dizer que quem não está em nenhum dos polos é alienado e omisso aos assuntos políticos, afinal a polaridade não permite a escolha de apenas alguns bombons, mas obriga que se escolha entre levar todos da caixa ou não comer nenhum.
¹Não estou dizendo que a esquerda e a direita brasileiras têm como representantes apenas PT e Bolsonaros,respectivamente. Apenas os citei como exemplos de opiniões antagônicas.
Até
a próxima.
Marcelo Maia Gomes
Licenciado em Filosofia pelo Ceuclar
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